Os persas praticavam métodos de julgamento divino, como o “julgamento pela água”, para determinar a inocência ou culpa de uma pessoa. 🫧 Nesse ritual, o acusado devia mergulhar em água gelada ou, em algumas variações, caminhar sobre brasas ardentes. Acreditava-se que, se saísse ileso ou sem ferimentos graves, isso era um sinal de intervenção divina que confirmava sua inocência. Esse tipo de prova refletia a profunda crença na justiça dos deuses e na ideia de que forças sobrenaturais revelariam a verdade. Embora brutal, foi uma prática comum em várias culturas antigas. Esse tipo de julgamento, conhecido pela historiografia como “ordália”, não era exclusivo dos persas, trata-se de um fenômeno presente em diversas sociedades antigas e medievais. Mais do que simples rituais supersticiosos, as ordálias funcionavam como formas simbólicas de resolução de conflitos e reafirmação da coesão social. Historiadores como Marc Bloch e Georges Duby destacam que esse...